Diretora artística do Jacques Janine explica como aderir à tendência de maquiagem que aposta em tons neutros e terrosos para valorizar a estrutura do rosto
Depois de temporadas dominadas por blushes rosados, avermelhados e aplicados de forma mais intensa, uma nova proposta começa a ganhar espaço nas redes sociais: o anti-blush. A tendência aposta em tons neutros, fechados e terrosos para substituir o aspecto corado por um efeito mais discreto, sofisticado e esculpido.
Apesar do nome, a técnica não significa abandonar completamente o blush. A ideia é escolher cores menos vibrantes e aplicá-las de maneira estratégica, criando um rubor sutil que se integra à pele e valoriza a estrutura do rosto sem deixar as bochechas excessivamente marcadas.
A estética ganhou força entre criadores de conteúdo norte-americanos e coreanos no TikTok e também chamou a atenção no Brasil. A influenciadora e empresária Bruna Tavares falou sobre a tendência em suas redes sociais, gerando grande repercussão entre quem já aderiu à proposta e quem prefere maquiagens mais coloridas.
Menos cor, mais dimensão
O segredo do anti-blush está justamente na sutileza. Em vez de concentrar uma grande quantidade de produto nas maçãs do rosto, a proposta trabalha com pequenas camadas e tons que se aproximam das cores naturais da pele.
Segundo Chloé Gaya, maquiadora e diretora artística do Jacques Janine, a aplicação deve ser construída aos poucos, independentemente da textura escolhida.
“Os blushes cremosos podem ser aplicados com os dedos ou com um pincel, mas sempre em pequenas batidas nas laterais das maçãs do rosto e esfumados em direção às têmporas para evitar que fiquem marcados”, explica.
A técnica funciona com diferentes texturas, como cremes, bastões e produtos em pó. O principal cuidado é evitar o excesso e garantir que o produto seja bem incorporado à pele.
Qual tom escolher?
Assim como acontece com outras tendências de maquiagem, não existe uma única cor ideal para o anti-blush. A escolha pode variar de acordo com a tonalidade da pele e, principalmente, com o resultado desejado.
Para peles claras, tons de amêndoa ajudam a criar um efeito suave e delicado. Nas peles médias, caramelo, terracota e marrom podem proporcionar mais profundidade sem perder a naturalidade. Já nas peles negras, tons mais profundos, como chocolate e ameixa fechado, ajudam a preservar a dimensão e o contraste da maquiagem.
Ainda assim, essas referências não precisam ser seguidas de maneira rígida. A melhor escolha é aquela que conversa com a pele e mantém harmonia com os outros elementos da maquiagem, como sombra, contorno e batom.
O resultado é um rubor natural
Mais do que eliminar completamente a cor do rosto, o anti-blush propõe uma nova maneira de trabalhar o rubor. O objetivo é fazer com que o produto pareça parte natural da pele, criando dimensão sem chamar atenção para a maquiagem.
“A ideia é que ele apareça como um rubor natural, como se tivesse feito exercício físico e o rosto tivesse ficado mais corado”, finaliza Chloé.
A tendência acompanha o movimento de maquiagens mais sofisticadas e minimalistas, em que a construção do visual está menos relacionada à intensidade das cores e mais ao acabamento, à dimensão e à naturalidade da pele.
Produtos para experimentar a tendência
Entre as opções que podem ser incorporadas à proposta estão o Blush Compacto Tô Bege, da Dailus; o Blush Choco Fun, nas cores Suisse e Belga, da Fenzza; o Be Peach Bronzer e Contorno, na cor Cacau 100%, da BMĒS; o BT Plush 3X1, nas cores Cocoa, Expresso, Nuts e Wood, da Bruna Tavares; além do Blush Cheek Balm 02 Tomato Whistle e do Batom Lip Pot Dear May, na cor Endless Replay, da Dear May.
No anti-blush, a regra é simples: menos intensidade, mais equilíbrio. A tendência mostra que, na maquiagem, o efeito natural também pode ser construído com técnica e escolha estratégica de cores.