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Mês da mulher: conheça 8 autoras de diferentes gêneros

Mês da mulher: conheça 8 autoras de diferentes gêneros

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Há algumas décadas, mulheres eram proibidas de ler e escrever. Hoje, 49% das mulheres brasileiras se declaram leitoras, ultrapassando os 44% de homens leitores, segundo a última edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil.

Também contamos com nomes incríveis de autoras brasileiras e estrangeiras com obras nos mais variados gêneros literários.  

Além disso, de acordo com o estudo Panorama do Consumo de Livros divulgado pela Câmara Brasileira do Livro em 2025, as mulheres compõem 62% dos consumidores de livros no país. Portanto, movimentos que incentivam mulheres a lerem mulheres têm ganhado cada vez mais espaço, devido a identificação e abordagem de temas com um olhar feminino de luta e resistência. 

Quer conhecer algumas escritoras contemporâneas que já deixam marcas? Então, bora acompanhar essa lista com opções para todos os gostos literários! 

  1. Conceição Evaristo 

Conceição Evaristo é uma escritora, professora e contista brasileira nascida em Belo Horizonte. Seus textos marcam a literatura contemporânea do país e a valorização da experiência negra no país. Com uma escrita com forte lirismo e reflexão sobre desigualdades sociais e de gênero, ela é reconhecida por difundir o conceito de “escrevivência”, que funde escrita e experiência de vida. 

Uma de suas obras mais conhecidas Olhos d’água é uma coletânea de 15 contos que retratam, com sensibilidade e crítica social, a vida de personagens negras — especialmente mulheres — enfrentando racismo, pobreza, violência urbana e desafios existenciais. A narrativa entrelaça experiências pessoais e coletivas, retratando resistência, memória ancestral e dignidade diante de adversidades. 

  1. Isabel Allende 

Nascida em 1942, Isabel Allende começou sua carreira como jornalista e se tornou uma das autoras com ancestralidade latino-americana mais lidas no mundo. Sua obra está traduzida em dezenas de idiomas e combina elementos da história, experiência pessoal e ficção, explorando frequentemente temas como memória, identidade e relações humanas com um toque de realismo mágico. 

Publicado em 1982, A casa dos espíritos mistura família, amor, política e elementos quase fantásticos em uma narrativa que atravessa gerações, refletindo sobre as forças sociais e históricas na América Latina, como desigualdades, conflitos e memórias familiares. A obra é considerada um marco da literatura latino-americana e ajudou a consagrar Allende internacionalmente. 

  1. Mariana Enríquez 

A escritora e jornalista argentina Mariana Enríquez  nasceu em Buenos Aires em 1973 e é reconhecida por seus contos e romances que exploram o horror, o sobrenatural e o realismo urbano em contextos sociais e históricos da Argentina contemporânea. Sua obra tem impacto além das fronteiras de seu país e dialoga com questões de medo, marginalidade e cotidiano perturbador. 

Publicado originalmente em 2016, As coisas que perdemos no fogo é uma coletânea que reúne contos que fundem terror e crítica social ao transformar situações cotidianas em experiências inquietantes e perturbadoras. Os contos abordam medos pessoais e sociais, revelando camadas de violência, culpa e tensões humanas através de narrativas impactantes. 

  1. Sarah J. Maas 

Sarah J. Maas é uma escritora norte-americana nascida em 1986, conhecida mundialmente por suas séries de fantasia voltadas ao público jovem e adulto. Formada em Escrita Criativa e Estudos Religiosos pelo Hamilton College, ela iniciou a série Trono de Vidro ainda na adolescência, publicando trechos online antes da consolidação editorial. Seu trabalho combina fantasia épica, romance e construção de universos complexos, alcançando listas de mais vendidos internacionais. 

Publicado originalmente em 2012, o livro Trono de Vidro apresenta Celaena Sardothien, uma jovem assassina que recebe a chance de conquistar sua liberdade participando de uma competição mortal para se tornar campeã do rei. A obra mistura intrigas políticas, magia, romance e ação, estabelecendo as bases para uma série que se tornou fenômeno global no gênero fantasia. 

  1. Chimamanda Ngozi Adichie 

Considerada uma das vozes literárias mais influentes da atualidade, Chimamanda Ngozi Adichie nasceu em 1977, na Nigéria. Sua obra aborda identidade, colonialismo, relações familiares e questões de gênero, sempre articulando vivências africanas com debates globais. Além da ficção, tornou-se referência internacional com seus ensaios e palestras sobre feminismo e cultura contemporânea. 

Romance de estreia da autora, publicado em 2003, Hibisco Roxo acompanha a jovem Kambili, que vive sob a rígida autoridade religiosa do pai em um contexto de instabilidade política na Nigéria. A narrativa examina silêncio, opressão e amadurecimento, revelando conflitos familiares e transformações pessoais em meio a tensões sociais.

  1. Julia Quinn 

Julia Quinn é uma escritora norte-americana consagrada no gênero romance de época, especialmente ambientado no período regencial inglês. Formada em História da Arte pela Universidade Harvard, tornou-se uma das autoras mais vendidas do segmento, conhecida pelo humor leve, personagens carismáticos e narrativas centradas em relações amorosas na alta sociedade britânica do século XIX. 

Publicado originalmente em 2000, o romance O Duque e Eu apresenta Daphne Bridgerton e o duque de Hastings, que simulam um relacionamento para atender às expectativas sociais da época. A obra combina romance, ironia e crítica aos costumes aristocráticos, consolidando a série que mais tarde ganharia adaptação televisiva de grande sucesso. 

  1. Hwang Bo-Reum

A escritora sul-coreana Hwang Bo-reum é associada à chamada “literatura de cura”, vertente contemporânea da ficção asiática que enfatiza acolhimento, reflexão e crescimento emocional. Sua obra ganhou destaque internacional ao explorar temas como exaustão profissional, reinvenção pessoal e o valor dos pequenos encontros cotidianos. 

Em Bem-vindo à Livraria Hyunam-dong  acompanhamos Yeongju, uma mulher que abandona uma carreira exaustiva para abrir uma livraria em um bairro tranquilo de Seul. Entre clientes, leituras e conversas, a narrativa constrói uma atmosfera de conforto e transformação, destacando o poder simbólico dos livros como espaço de recomeço e escuta. 

  1. Carina Rissi 

Nascida em 1980, Carina Rissi é uma escritora brasileira reconhecida por romances contemporâneos com forte apelo popular. Suas histórias combinam humor, fantasia leve e relacionamentos afetivos, tornando-a um dos principais nomes do romance comercial no Brasil, com obras adaptadas para o audiovisual. 

Publicado em 2015, o romance No Mundo da Luna acompanha a jornalista que começa a escrever horóscopos mesmo sem acreditar em astrologia. A trama mistura humor, autoconhecimento e romance, explorando coincidências e escolhas que desafiam a protagonista a repensar suas certezas sobre destino e amor. 

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