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Resenha: Lugar feliz de Emily Henry é um livro para levar para a terapia

Resenha: Lugar feliz de Emily Henry é um livro para levar para a terapia

Mais que um “friends to lovers, to enimies to...”, esse é um livro sobre identidade e recomeços

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Todo mundo tem um lugar feliz. Aquelas memórias de dias em que tudo era simples e você podia apenas sorrir e ser quem você é ou, até mesmo, um lugar físico onde você pode sentir tudo isso. Para Harriet, esse lugar é uma casa de praia no Maine onde ela passa todos os verões com seus melhores amigos.

O único problema é que seu ex-noivo também faz parte desse grupo de amigos. Quando a história de Lugar Feliz começa, Harriet e Wyn já terminaram há seis meses, depois de passarem oito anos juntos. Eles começaram o namoro no início da faculdade e eram o casal perfeito — ou pelo menos todo mundo achava isso.

A protagonista está se preparando para finalmente contar o que aconteceu para as melhores amigas, Cleo e Sabrina, em uma viagem à casa de férias, quando Wyn aparece lá e diz que eles não podem contar sobre o rompimento para ninguém. A princípio, a protagonista discorda, mas um acontecimento com Sabrina a faz topar o plano do ex.

Friends to lovers, to enimies to…

O enredo do livro se passa em dois tempos: no presente, em que o casal principal tenta parecer ainda ser um casal, e no passado, com momentos que nos fazem descobrir como eles começaram a namorar anos antes.

Cada provocação entre os dois nos faz ficar mais curiosos para entender como um pessoas tão apaixonadas podem estar tão frustradas uma com a outra no presente. E quanto mais a história se explica, mais profunda ela fica e mais o leitor se sente em dúvida se os dois realmente deveriam ficar juntos. Como disse a própria Harriet:

“Wyn é um garoto dourado. E eu sou uma garota cuja vida foi escrita em tons de cinza. Eu tento não amá-lo. Tento de verdade”.

Lugar Feliz de Emily Henry – Página 121

ALERTA DE SPOILER – O ÚLTIMO TÓPICO DESTE TEXTO CONTÉM SPOILER

Por que você vai levar esse livro para a terapia?

Lugar feliz não fala apenas sobre relacionamentos amorosos, mas sobre conflitos familiares e como o lugar de onde viemos afeta quem nós somos e a maneira que aprendemos a amar. Isso também reflete bastante na relação de amizade entre Harriet, Cleo e Sabrina.

As meninas vêm de famílias muito diferentes, mas também encontram uma verdadeira família uma nas outras. Entretanto, as pessoas crescem e é preciso que a amizade mude junto para que ela não se rompa. Quem nunca perdeu um amigo por mudar? Porem, as amizades que seguem mesmo com a mudança são como família e família nem sempre é fácil de lidar.

  • Você deve estar se perguntando: Cadê o spoiler? Na linha de baixo

O arco que mais me emocionou e surpreendeu neste livro é que a protagonista está infeliz desde o início dele, mas não apenas pelo término do noivado, como eu havia pensado, e sim por conta da carreira que ela odeia secretamente.

Nos flashbacks, além de ver um relacionamento e amizades sendo construídas, nós vemos como Harriet batalha duro e sacrifica tantas coisas para realizar o sonho de se tornar médica. Só que a verdade é que esse sonho não é dela e sim da sua família.

A rotina desgastante e o clima do hospital já estão corroendo a jovem há muito tempo, quando ela finalmente admite para si mesma que não está feliz. Você pode estar passando pela mesma coisa, já que, segundo um levantamento do LinkedIn, 54% dos brasileiros pensam em mudar de área em 2026. Talvez, esse seja um bom livro para levar para a terapia.

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